domingo, 16 de outubro de 2011

Poupança não é investimento!

O produto financeiro preferido entre os brasileiros é, sem dúvida alguma, a Caderneta de Poupança. A explicação é simples: trata-se de um tipo de aplicação extremamente fácil de ser compreendida, além de contar com um grande incentivo do governo federal, que possui interesse direto na manutenção do volume elevado de depósitos.

Quando alguém diz que investe na poupança, faça o favor de dizer a esta pobre alma: “Poupança não é investimento!”.

Vamos entender o sucesso da poupança:

A aplicação do pode ser feita em qualquer dia. A partir da data do depósito, basta esperar 30 dias para que o dinheiro render. O resgate pode ser feito a qualquer dia e sobre os ganhos não incide imposto de renda.

O rendimento fixo é de 0,5% ao mês. A este índice é acrescida a variação da TR (Taxa Referencial). A taxa mensal de 0,5% garante uma rentabilidade mínima de 6,16% ao ano. Já a TR é um índice calculado pelo Banco Central para servir como uma taxa de juros com base no mês corrente e, via de regra, é bem pequena. Em caso de queda brusca da taxa Selic, a TR pode se tornar negativa, sendo, neste caso específico, desconsiderada para o cálculo da poupança.

Por isso, a Caderneta de Poupança fechou 2010 com rendimento anual de 6,8%, valor bem próximo ao acumulado até o momento em 2011.

Ok, é simples aplicar, mais fácil ainda resgatar, e facílimo de entender. Mas tem outro elemento que torna a poupança a campeã entre as aplicações financeiras. É o incentivo massivo do governo federal.

Por lei, a maior parte das aplicações tem como destinação as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O caráter social da poupança garante ao investimento a publicidade em larga escala.

Seria louvável o incentivo se não fosse o baixíssimo rendimento da poupança, que é quase integralmente consumido pela inflação. Ou seja, guardar os recursos na poupança significa, na maior parte do tempo, manter o poder de compra do dinheiro. E aí eu volto a questionar:

Isso é investir? Definitivamente não!

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