Quando alguém diz que investe na poupança, faça o favor de dizer a esta pobre alma: “Poupança não é investimento!”.
Vamos entender o sucesso da poupança:
A aplicação do pode ser feita em qualquer dia. A partir da data do depósito, basta esperar 30 dias para que o dinheiro render. O resgate pode ser feito a qualquer dia e sobre os ganhos não incide imposto de renda.
O rendimento fixo é de 0,5% ao mês. A este índice é acrescida a variação da TR (Taxa Referencial). A taxa mensal de 0,5% garante uma rentabilidade mínima de 6,16% ao ano. Já a TR é um índice calculado pelo Banco Central para servir como uma taxa de juros com base no mês corrente e, via de regra, é bem pequena. Em caso de queda brusca da taxa Selic, a TR pode se tornar negativa, sendo, neste caso específico, desconsiderada para o cálculo da poupança.
Por isso, a Caderneta de Poupança fechou 2010 com rendimento anual de 6,8%, valor bem próximo ao acumulado até o momento em 2011.
Ok, é simples aplicar, mais fácil ainda resgatar, e facílimo de entender. Mas tem outro elemento que torna a poupança a campeã entre as aplicações financeiras. É o incentivo massivo do governo federal.
Por lei, a maior parte das aplicações tem como destinação as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O caráter social da poupança garante ao investimento a publicidade em larga escala.
Por lei, a maior parte das aplicações tem como destinação as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O caráter social da poupança garante ao investimento a publicidade em larga escala.
Seria louvável o incentivo se não fosse o baixíssimo rendimento da poupança, que é quase integralmente consumido pela inflação. Ou seja, guardar os recursos na poupança significa, na maior parte do tempo, manter o poder de compra do dinheiro. E aí eu volto a questionar:
Isso é investir? Definitivamente não!
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